terça-feira, dezembro 12, 2006

A moral do ser


“Ser ou não ser eis a questão”
Will shakespeare (Hamlet)


Eu sou, tu és…
Mas o que sou eu? Quem sou eu?
A pessoa indicada para o responder és tu.
Serás?
Será que aquilo/aquele que vês me define? Sou eu?
A resposta terá que passar por um não redundante.
Por muito que me conheças não conheces o suficiente para saberes quem eu sou. Eu.
Eu também não posso responder a esta questão. Sou suspeito.
Na verdade, se tu fizeres esta questão a ti próprio – “Quem sou eu?”
Terás a coragem para ser sincero até contigo próprio?
Verás que até tu terás dificuldades para te definires com sinceridade.
Ser sincero contigo próprio.
Mas no entanto quem mais poderá responder?
Quem sou eu?
Quem és tu?
Quem somos nós?

Devo referir que não fumei nenhum charro enquanto escrevia esta diarreia cerebral.
Peço desculpa a todos aqueles que ficaram confusos.
Beijo

1 comentário:

Su disse...

O poeta é um fingidor
Fige tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente

E os que leem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Nao as duas que ele teve
Mas apenas as que eles nao têm

... (F.P)

Este é o poema que melhor descreve o teu post. tds nós fingimos, nao por opção mas por imposiçao. Pk nós somos sp akilo que os outros pensam de nós nao é?..e a maneira como os outros nos veêm nunca é a verdadeira. Pk nós somos unikos, e vemos e sentimos de maneiras completamente distintas. Por mais k um diga eu amo, eu odeio..o que o ouve nunca vai conseguir perceber a intensidade do teu sentimento..pk isso é algo pessoal e intransmissivel. Por isso é k nós, leitores, espectadores da vida alheia, nao sentimos a dor do poeta, do amigo..nós sentimos a dor que pensamos k ele sente..e essa dor nao é a dele...mas sim a nossa.
Mas tlz aí resida a parte gira da coisa, o mistério. E a necessidade de confiar plenamente nas pessoas para criar ligaçoes, amizades, amores...

Eu confio em vcs.