sábado, junho 13, 2009

Portuguese democracy




Chinese Democracy é o sexto álbum de estúdio da banda americana Guns N' Roses.
O álbum ficou conhecido como "o disco eternamente adiado", pois a banda esteve a trabalhar no álbum desde 1997 e o lançou-o apenas no dia 23 de Novembro de 2008.

A política, os políticos, a mentalidade deles e de nós cidadãos encontra-se congelada há cerca de 30 anos… by: Pedro Rodrigues – líder da JSD

Ouvi o seguinte uma vez:
- Quero comprar uma casa em Espanha, bem juntinho à fronteira, para, quando Portugal for ao fundo eu ter uma vista sobre o mar.

Cada vez mais penso que em Portugal não existe democracia de facto. Como pode existir? Se aqueles que se mantém no poder usam as mesmas palavras à décadas? À esquerda (PS) ou à direita (PSD), o discurso mantém-se.
Aníbal (o grande Aníbal) discursou no longínquo ano de 1985, salientando-se entre outras coisas que era necessária uma reestruturação das várias ordens no país como a justiça, saúde, educação, etc. desde então, já Guterres, Durão, Santana e agora Sócrates passaram e o discurso invariavelmente não muda… hum… já agora… para quando uma reestruturação da política e políticos?

Em Portugal vejo duas políticas, uma à esquerda e outra à direita (como o pisca pisca da Ruth Marlene).
Bloco e PP – são estes que têm de facto ideias dispares consideradas extremistas para o desenvolvimento da sociedade (moribunda e que urge por cura e estímulo).
Os dois centrais, geralmente andam à volta do mesmo… uma espécie de campeonato nacional, em que os dois primeiros lugares estão garantidos ainda antes do inicio das batalhas. Existe ainda outro, sobre o qual a minha ideia é a melhor de todas (versão utópica e idealista para uma igualdade sem precedentes entre a cidadania) e a pior de todas (realidade actual em que o partido não se enquadra na sociedade).

Voto – é através desta arma, que nós cidadãos podemos demonstrar o nosso descontentamento ou o nosso apoio.
E em quem votar?

Na minha opinião:
Não sou extremista, apesar de concordar com algumas das ideias e sinceramente gostava de as ver passar na assembleia. Mas votar é concordar, não com uma ou outra ideia, mas com todo o plano. E isso não. O Bloco de Esquerda diverte-me, óptimo líder, fantástico, brilhante e desperdiçado num partido no qual não votarei. A meu ver não é com “excesso” de liberalismo e progresso de mentalidade que a sociedade avança. Certas morais e valores têm de se manter na base e seus pilares, pelo menos por mais uns anos. Quanto ao partido popular, foi de facto o que mais me surpreendeu pela positiva na campanha para as europeias, foi o seu candidato que mais gostei de ouvir (na verdade todos os outros me pareceram um pouco… estranhos). Mas votar num partido tão conservador? Também não é solução, existem na sociedade certas morais e valores que devem ser mudados… o quanto antes. Existe também o partido dos vermelhinhos (my favorite) e no qual nunca votarei por motivos que guardo para mim.
Restam os dois papa campeonatos.

A verdade é que torna-se mais fácil para o comum dos cidadãos votar num destes dois.

A verdade é que ainda não estamos preparados para uma mudança tão drástica na forma de pensar, que tenhamos de ser nós cidadãos a mudar a sociedade em si e então votamos exactamente nos dois únicos partidos que nada fazem para que alguma coisa mude de facto.

A verdade, pura e dura, inquestionável e cruel, é que nós cidadãos de Portugal ainda estamos à espera que o jovem de armadura reluzente apareça numa madrugada de nevoeiro qualquer e resolva todos os nossos problemas por nós e que nos lidere para o el dourado.

A verdade… é que bem que podemos esperar sentados.

What we’ve got here is failure to communicate… Civil war: Guns and Roses




ps: era só para ter um post scriptum porque acho que fica bem, não tinha nada a acrescentar e decidi só alongar mais um bocadinho o post para que me possas ler mais um bocadinho.
olha queres ouvir uma piada?

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1 comentário:

apleman disse...

Andamos muito politicos...

Eu ca acho que alternativa é botar em vranco...