
Já vos aconteceu?
Estarem perto do estrelato, da fama… a um passo de fugir de tudo isto?
(from “you people”).
A mim já.
Aos 5 anos de idade já eu era considerado uma estrela em ascensão. O mundo tal qual eu o conhecia rendia-se aos meus pés. Tinha eu, o que se chamava na altura: Voz de Rouxinol.
Como esperado, tal talento não podia passar despercebido, pelo que fui sondado pelos melhores agentes das maiores editoras mundiais… Sony Music, Buena Vista Internacional, Mercury Records, Atlantic Recording Corporation, Island Records e Discoteca “A Pequenita”, isto apenas para citar algumas.
Todas foram recusadas. Tal qual Hugo Viana que não se sentia preparado para sair do coiso para dar o grande salto, também eu decidi esperar pela grande oportunidade. E, com o tempo ela chegou mesmo
– “A Grande Gala dos Pequenos Cantores do Casino da Figueira da Foz”. Eu estava entre os eleitos.
Meses de treino intenso, muito esforço e dedicação (tudo ao som da “Eyes of the Tiger pois então”) suor, sangue e lágrimas foram vertidos.
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Foi já perto da data do grande show que eu fui… “terminado”.
Graças ao Professor Bandeira (autor da letra) e ao Professor Castro (autor da música), ou antes, graças ao desentendimento que os dois tiveram, a obra “O Tareco” interpretada por Pedro “o Pipas” Soares não chegou a ver a luz do dia.
Morreu mais uma estrela cadente ainda antes de tocar o solo…
Uma coisa vos garanto se tivesse tido a oportunidade roubada,
eu não era a estrela que queimou na atmosfera,
eu não era o meteoro que fez a cratera…
Eu era o asteróide que abalou o mundo…
Mas não tive
Kiss kiss bang bang


















